quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Como o marketing digital impacta as métricas de negócio da sua empresa


A sociedade em rede mudou a forma como as pessoas se comunicam, aprendem e fazem negócio e isso significa que o que as pessoas falam sobre seu produto ou sobre os seus concorrentes na internet afeta diretamente sua receita no final do ano. Por essa razão, o marketing digital ganhou força dentro das corporações e vem recebendo cada vez mais investimentos. Para você ter ideia, segundo um estudo conduzido pelo Gartner, em 2014 as empresas americanas têm previsto um investimento proporcional a 10% da receita total, comparado a apenas 2,5% em 2012.

O cenário se repete no Brasil, que segundo o IBOPE é o quinto maior país em número de pessoas conectadas. Para atrair o consumidor brasileiro, que gasta em média 8h29m online, empresas de todos os portes têm investindo em email marketing, estratégias de conteúdo e outras formas de relacionamento online. Mas se mesmo assim você tem dúvidas se o seu potencial cliente está online, faça um teste e pergunte aos 5 últimos compradores se eles procuraram saber do seu produto ou serviço na internet antes de entrar em contato ou depois de receber a ligação dos seus representantes comerciais. Você vai se impressionar com as respostas.

Para que você tenha mais claro como o marketing digital pode impactar nas principais métricas da sua empresa, separamos 4 pontos principais que são uma preocupação para empresas de tecnologia, principalmente as que dependem de receita recorrente:

1) O impacto na Geração de oportunidades de negócio
Se tudo que a sua empresa faz com estratégias de marketing é gerar visitantes para o site e seguidores nas redes sociais, saiba que você está desperdiçando um grande potencial comercial. Os visitantes são a primeira métrica que vamos olhar no posicionamento online, já que uma página bem posicionada nos buscadores é a porta de entrada para um funil de vendas mais rico. Mas como muitos desses visitantes acabam não retornando por iniciativa própria, é fundamental construir um ativo digital investindo esforços na captura de novos contatos, que no vocabulário do marketing e vendas, também são chamados de Leads.

Perceba que no ambiente digital, as pessoas buscam aprender e entender seus problemas antes de comprar, por isso o conteúdo educativo se torna um aliado para gerar oportunidades. O passo um pode ser ter um blog relacionado ao problema que a sua empresa resolve, porque provavelmente irá ampliar a audiência do seu site, além de ser um canal para ganhar os primeiros Leads, através da inscrição para newsletters, que devem agregar com conteúdos relevantes e segmentados.

O próximo passo é investir em ofertas mais completas como ebooks, webinars, templates e uma série de materiais ricos que podem ser disponibilizados através de páginas com formulários de captura, chamadas de Landing pages. Nelas o visitante troca seus contatos e outros dados por um material exclusivo. Os contatos gerados através dessa troca tendem a se transformar em oportunidades comerciais qualificadas e com potencial de compra, uma vez que chegaram até você buscando solucionar um problema que a sua empresa é capaz de resolver.

Começar uma estratégia de conteúdo pode parecer complicado, mas é muito provável que a sua empresa já possua conteúdo relevante para iniciar a captura. Nesse post você confere algumas dicas de como encontrar os primeiros conteúdos na sua empresa.

2) Otimizando o ciclo de vendas e aumentando os resultados
Uma vez gerados os primeiros contatos, é importante fazer com que eles caminhem no processo de compra e se tornem cada vez mas interessados nas possíveis soluções da sua empresa. Além disso, vale reforçar que o processo de vendas é por si só um processo de educação. Se você já vendeu, sabe que é necessário explorar o problema do seu comprador, encontrando a ferida que o seu produto cura e aí mostrar o retorno sobre o investimento.

Nesse sentido o marketing digital pode ser um grande aliado no processo de convencimento dos seus contatos, principalmente se estamos falando em escalar o número de vendas já que ficaria inviável que seus vendedores tivessem que ensinar cada um dos leads gerados na sua empresa. No caso tradicional o vendedor é o responsável, muitas vezes por gerar seus próprios contatos, fazer a conexão que na maior parte é um processo frio, tentar ganhar a abertura do cliente e só ai começar a explorar uma solução. Essa situação torna o seu processo mais longo, mais caro e muitas vezes inefetivo.

No caso de uma estratégia de marketing online a mesma situação pode acontecer assim: O potencial cliente busca no Google uma forma de solucionar um problema no gerenciamento das finanças da empresa porque quer entender como gasta tanto dinheiro com um resultado tão baixo. Como resultado da busca ele encontra um ebook que o ajuda a entender as possíveis causas. Após ler o material ele recebe por e-mail um template que ensina a criar um gerenciador financeiro, junto de um convite para que ele desenvolva esse material com o suporte de um representante comercial sem nenhum custo.

Decidido que o template pode auxiliar, ele aceita a ajuda do representante, abrindo de maneira mais fácil dados que vão auxiliar no processo de identificação do problema. Nesse período, além das conversas com o vendedor, o seu contato também receberá, via email, instruções que vão auxiliar na formulação de hipóteses e na compilação e dados, acelerando o processo de identificação do problema. Após esse ponto e com a planilha preenchida, seu contato possui os argumentos necessários para escalar a decisão e provar para o nível mais alto da empresa a necessidade de ter um projeto (software, consultoria, serviço) que seja capaz de realizar as melhorias necessárias. Assim o seu processo se torna mais rápido e muito menos invasivo.

O casamento entre conteúdos de qualidade e uma estratégia de automação de marketing é apenas um dos muitos exemplos que podemos usar para otimizar o processo de vendas, reduzindo custos e melhorando a efetividade dos vendedores. Fatores como esse deixam uma folga para investimentos extras e fazem com que seus vendedores sejam capazes de atender um número maior de oportunidades.

3) Clientes satisfeitos ficam por mais tempo
Agora que você gerou novas vendas, é provável que seja necessário melhorar o aproveitamento da sua solução pelo seu cliente, pois sabemos que grande parte do sucesso do negócio está conectado a quanto seus clientes conseguem se adaptar aos novos processos e também ao uso da ferramenta. Aqui não estamos falando de ensinar o seu usuário a utilizar as funcionalidades que o seu produto oferece e sim de como ele pode analisar resultados, gerar melhorias com os novos processos e ganhar mais com o que você está oferecendo.

Um caminho comum adotado pelas empresas é ter consultores capazes de auxiliar na implantação, o que como no caso anterior, pode ser otimizado através de conteúdos complementares e segmentados de acordo com a necessidade de cada um dos seus clientes. Sendo assim, o conteúdo que muitas vezes serve para atrair novos visitantes e gerar mais Leads também pode ser utilizado para fidelizar e aumentar o sucesso dos seus clientes com a sua solução. Por isso nessa etapa, campanhas de email marketing e réguas de relacionamento são bastante usadas, além de ser recomendado utilizar ferramentas capazes de gerar análises completas que sirvam de inputs para entender onde os problemas na implantação aparecem.

4) Usando o digital para fazer Upsell e escalar indicações
Clientes melhor educados costumam ter mais sucesso e consequentemente tendem a comprar mais e a indicar o seu produto para outras pessoas similares e com o mesmo potencial de compra. Por isso, uma boa solução é utilizar as estratégias de marketing digital como a criação de fóruns e as réguas de relacionamento para estimular a troca de estratégias e as melhorias incrementais que os planos mais completos podem oferecer.

Outra estratégia que pode ser utilizada são as campanhas de incentivo que podem ser colocadas para rodar unindo informações de resultados obtidos, interesses do cliente e público em potencial que pode ser impactado por uma boa campanha de indicação, que pode acontecer de forma massiva ou segmentada de acordo com os resultados que cada cliente está tendo. Em resumo, o marketing digital permite que você dê um incremento ao boca-a-boca e transforme os seus clientes felizes em promotores do seu produto.


O marketing digital vai impactar as métricas da sua empresa de diferentes formas, mas o impacto principal com certeza será uma melhora significativa nas operações, fazendo com que o custo por aquisição de clientes se reduza e o processo seja menos massante para comprador e vendedor. Além disso percebemos uma nova capacidade de escala, já que com a ferramenta certa é possível automatizar processos que antes eram feitos de maneira manual, tornando a área de marketing mais estratégica e responsável por impactar as vendas. Para entender melhor a situação atual da sua empresa e que ganhos ela poderia ter com o marketing digital e de conteúdo, é possível utilizar o Funil do Marketing, uma ferramenta gratuita e que te oferece dicas sobre cada uma das etapas do seu processo de vendas.

FONTE: CorpTV

As 11 premissas do futuro da comunicação



Autora: Barbara Sacchitiello

Se o Grupo RBS tivesse que, hoje, projetar como será o cenário de comunicação daqui a alguns anos e décadas, as respostas ainda não estariam prontas. A velocidade da adoção de novas tecnologias e da mudança dos hábitos das pessoas permite ao grupo afirmar que nenhuma tendência pode ser tida como definitiva.

Ainda assim, é possível estabelecer alguns parâmetros que certamente nortearão as empresas e grupos de comunicação nesse momento em que as barreiras entre os produtores e receptores de conteúdo já foram derrubadas. Depois de 150 entrevistas realizadas com personalidades nacionais e internacionais de diferentes áreas, a cineasta e diretora geral de inovação e linguagem do Grupo RBS, Flavia Moraes, analisou e interpretou um extenso volume de material, originando o The Communication Revolution, estudo que a empresa apresentou nessa terça-feira, 16, durante o Vox, evento de comunicação do grupo realizado em Porto Alegre.

Segundo Flávia, as onze premissas extraídas da pesquisa são apenas a primeira parte de um material que estará em constante desenvolvimento. “Ainda faremos muitas outras entrevistas e iremos abastecer o site do projeto (www.thecommunicationrevolution.com.br) constantemente. A mudança no cenário da mídia acontece dia a dia e qualquer estudo que queira mapear esse processo também deve se aprimorar sempre. O The Communication Revolution nunca estará pronto”, promete a diretora.

As onze premissas resultantes da pesquisa foram, segundo a RBS, os mais importantes insights retirados dos depoimentos. Embora frise que eles não são regras, o grupo acredita que segui-los será uma atitude natural de todos os publishers, veículos e marcas que desejam comunicar-se com o público. Veja cada uma das premissas:

1- Be True
O leitor/consumidor atual é dotado de inteligência e de bagagem para distinguir, rapidamente, a verdade da mentira e o relevante do irrelevante. A cobrança por transparência será constante e é necessário ser completamente verdadeiro, em todas as situações.

2- Be Trusted
Em um ambiente de opções incontáveis de informação, faz-se necessária uma curadoria de conteúdo, que ajude o leitor a descobrir o que ele quer antes mesmo dele próprio saber. Só credibilidade e uma curadoria de conteúdo bem feita garantirá a sobrevivência no ambiente online.

3- Be Part
Não basta apenas fornecer o conteúdo. É preciso que o público também participe da criação dele. Cultura de participação e de compartilhamento são fundamentais. As empresas jamais devem desprezar a interação.

4- Think Plural
Não há nenhum problema em ter uma linha editorial definida e segui-la. Mas, em muitos momentos, a pluralidade vale mais do que a isenção. O pensamento único pode ser chato. O veículo pode ter a sua ideia, mas deve abrir espaço às demais e, principalmente, não obrigar ninguém a seguir as suas próprias opiniões.

5- Think Mobile
O mundo está em movimento e os veículos também devem estar. É preciso subverter as atuais convenções de tempo e espaço. Todo o planejamento de conteúdo deve priorizar as plataformas móveis.

6- Be Beta
Ninguém está pronto, completo e finalizado. Insatisfação e abertura às mudanças são ingredientes necessários a qualquer veículo. O modo beta significa a aceitação de correção, mudanças de rotas e constante auto-avaliação.

7-Think Ahead
Mesmo estando em uma posição confortável, não é possível sempre jogar na defensiva. Com inovação e coragem, é possível atravessar a fronteira do senso comum é fazer coisas diferentes e melhores. O lucro será a remuneração do risco.

8- Think Higher
Se no passado o principal objetivo das empresas era gerar lucros, hoje é possível afirmar que outros valores já ganham igual peso. Altruísmo, gratidão, mudança na sociedade e impactos positivos são cada vez mais importantes. É preciso encontrar um valor maior para seu negócio, que vá além das finanças.

9- Be Collaborative
Construir alianças e operar em rede será o caminho. O valor de qualquer projeto e trabalho estará na colaboração e na participação de várias pessoas, envolvidas em um único objetivo.

10- Be Intuitive
Caminhos lógicos e racionais pautam importantes decisões, mas a intuição e os impulsos emocionais não devem ser desprezados. O mundo demandará mais ações intuitivas. A observação da sociedade, da concorrência e até do próprio negócio irá inspirar a intuição e ajudar a definir novas ações.

11- Be Useful

Qualquer nova ideia ou insight não pode ser guardado para si. É preciso compartilhar, deixar as pessoas saberem e usufruírem de novos conceitos e tendências. Todo novo conhecimento só terá sentido se for compartilhado.

FONTE: CorpTV

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Internet vale mais que agricultura e energia para a economia global



A Internet tem mais valor para a economia global do que setores tradicionais como a agricultura e a energia, conclui o estudo “A Economia Hiperconectada”, realizado pela Economist Intelligence Unit e patrocinado pela SAP. O trabalho expõe uma análise do impacto da hiperconectividade – envolvendo a conexão entre pessoas, lugares, empresas e “coisas” através da Internet – na economia, nas empresas e nos comportamentos.

Embora as estimativas sobre a contribuição da Internet para o PIB dos países variem, é consensual que a contribuição da Internet representou mais de 3,4% do PIB nas maiores economias do mundo entre 2010-2011. E continua a crescer rapidamente, estimando-se que em 2016 o valor da Internet duplique em relação aos números de 2010.

Outras conclusões relevantes:
‒ A adoção contínua da Internet e de tecnologias de mobilidade beneficiará todas as economias, mas será de grande valor para os países em desenvolvimento: menos de metade da população mundial tem acesso à Internet, mas os benefícios econômicos e sociais de uma utilização mais vasta tendem a ser impressionantes. Estudos sugerem que se as economias em desenvolvimento aumentarem a utilização da Internet para os mesmos níveis dos países ricos, as taxas de crescimento dos seus PIBs se situariam nos 72% e poderiam criar 140 milhões de empregos. Existem também provas sólidas de que a utilização crescente de smartphones pode contribuir para o crescimento econômico, sendo que muitos mercados emergentes já utilizam amplamente os celulares.

‒ O impacto econômico da Internet das Coisas ou Internet of Things ainda está por ser descoberto: a hiperconectividade terá um crescimento explosivo, estimando-se que o número de “coisas” conectadas (excluindo PCs, tablets e smartphones) aumente 30 vezes entre 2009 e 2020. No campo empresarial já existem evidências sobre a eficiência e a redução de custos proporcionadas pela produção “inteligente”, ou pelas campanhas de marketing altamente direcionadas, mas ainda é cedo para quantificar os benefícios finais, existindo no entanto poucas dúvidas das mudanças profundsa que estão em curso.

A hiperconectividade é uma boa notícia em uma escala macroeconômica, mas é um desafio para algumas empresas . O crescimento da hiperconectividade já atingiu duramente alguns setores, como os de mídia, da música, o das editoras de livros e varejo. Muitos outros setores de atividade serão forçados a fazerem alterações profundas nos próximos anos, à medida que aumentam as ofertas alternativas, desde o aluguel de viaturas à reserva de hotéis. Isto forçará as empresas a conviverem com as plataformas online.

‒ A globalização está a acelerando com a hiperconectividade e pode promover o regresso da produção industrial aos países desenvolvidos: as cadeias de fornecimento de multinacionais já não estão reservadas às grandes empresas, sendo, ao mesmo tempo, uma oportunidade e uma ameaça para as empresas em todo o mundo. No entanto, a longo prazo, a automatização extrema, proporcionada pela hiperconectividade, poderá fazer com que a produção regresse aos países desenvolvidos.

‒ A hiperconectividade é um novo ambiente cultural para todo o comportamento humano: o impacto da hiperconectividade no comportamento humano ainda não se revelou na sua totalidade, todavia as empresas devem estar sensíveis às mudanças dos valores sociais e às expectativas dos clientes, à medida que o impacto da mesma vai evoluindo. O impacto final permanece incerto: por um lado, não é evidente que a hiperconectividade aumente, por exemplo, o círculo social das pessoas ou que estas vão mudar os seus comportamentos apenas porque podem fazê-lo.

Além disso, as compras no online são pouco significativas (ainda que estejam em rápido crescimento) quando comparadas com o varejo tradicional. Por outro, tudo pode mudar com uma rapidez extraordinária e as mudanças podem ser bastante profundas. No espaço de cinco anos, a Internet tornou-se no meio principal para as pessoas em idade universitária, por exemplo, encontrarem par e, em muitas áreas da educação, substituiu totalmente os livros em papel.


De igual modo, a nova transparência permitida pela Internet já forçou mudanças para todos, desde administrações públicas a empresas.

FONTE: CorpTV

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dez tendências de TI em 2015, segundo a IDC


A International Data Corporation (IDC) acaba de divulgar as dez principais previsões para a área de Tecnologia da informação e Telecomunicações em todo o mundo, em 2015. A força motriz por trás de todas as previsões da IDC continua sendo a transição acelerada da indústria para Terceira Plataforma, construída sobre os pilares da computação móvel, dos serviços em nuvem, das redes sociais, do Big Data e Analytics, gerando inovação e crescimento.

"Em 2015, a Terceira Plataforma será responsável por um terço das despesas globais de TIC", prevê Frank Gens , vice-presidente sênior da IDC. "A indústria está entrando no período mais crítico da Terceira Plataforma: a Etapa da Inovação. Ao longo dos próximos anos, esperamos ver uma explosão de inovação e de criação de valor em cima da Terceira Plataforma. Esta etapa será impulsionada por uma nova onda de tecnologias de base - aceleradoras de inovação - que estenderão radicalmente as capacidades e aplicações da Terceira Plataforma a todos os setores."

Entre as previsões da IDC para 2015, apresentadas por Gens em uma conferência neste início de dezembro, estão:

1. O crescimento dos gastos globais com TIC em 3,8% no ano que vem, movimentando mais de 3,8 trilhões dólares. Quase todo crescimento da despesa será focado em tecnologias da Terceira Plataforma. Os gastos com TIC nos mercados emergentes deverá crescer 7,1% na variação anual (2014/2015), enquanto mercados maduros deverão crescer apenas 1,4%.

2. Entre os gastos com serviços de telecomunicações, os serviços de comunicação de dados sem fio responderão pelo segmento de mais rápido crescimento (13%), respondendo por 536 bilhões de dólares. Para evitarem ser encaradas como meras fornecedoras de infraestrutura, as operadoras lutarão para desenvolver serviços de PaaS, atraindo os desenvolvedores para suas redes. Também buscarão maior aproximação com os prestadores de serviços over-the-top (OTT), através de acordos inovadores de desempenho e qualidade de serviço (QoS) e de compartilhamento de receitas.

3. Os dispositivos móveis e os aplicativos continuarão crescendo em 2015, mas não no ritmo frenético registrado nos últimos anos. As vendas de smartphones e tablets atingirão 484 bilhões de dólares, respondendo por 40% de todo o crescimento dos gastos com TI (excluindo os serviços de telecomunicações), com os fornecedores chineses capturando uma parcela significativa do mercado mundial. Os dispositivos vestíveis experimentarão uma explosão de inovação, embora as vendas unitárias mantenham-se pouco significativas. E os downloads de aplicativos móveis começarão a desacelerar em 2015, embora o desenvolvimento empresarial de aplicativos móveis deva dobrar.

4. Os gastos com serviços em nuvem continuarão a ser um foco de atividade em 2015, respondendo por 118 bilhões de dólares. A adoção de Infraestrutura como Serviço (IaaS) crescerá rapidamente (36%), com a líder Amazon sofrendo ataques de todos os lados. Da mesma forma, haverá maior competição no segmento de Plataforma como Serviço (PaaS), com prestadores concorrentes se envolvendo em batalhas mortais para atrair desenvolvedores e seus aplicativos. Players de Software como Serviço (SaaS) devem acelerar a adoção de PaaS e marketplaces na nuvem. "Cloud é também onde esperamos ver novas e estranhas parcerias, tais como Facebook com Microsoft e/ou IBM e Amazon com HP, para expandir as oportunidades de mercado", acrescenta Gens.

5. Gastos com soluções de Big Data e Analytics crescerão muito em 2015, envolvendo software, hardware e serviços, respondendo por um mercado de 125 bilhões de dólares. Soluções de Analytics rich-media (vídeo, áudio e imagem) irão emergir como importantes impulsionadoras de projetos de Big Data. E as cadeias de fornecimento de soluções de Dados como Serviço crescerão em importância, com fornecedores de plataformas de análise na nuvem oferecendo aos clientes informações de valor agregado a partir de conjuntos de dados comerciais e/ou abertos. A IDC também espera ver novas e importantes ofertas nas áreas de computação cognitiva, aprendizado de máquina e soluções de análise para Internet das Coisas (IoT).

6. A Internet das Coisas é um dos aceleradores de inovação mais importantes para o crescimento e a expansão de valor baseados na Terceira Plataforma de TI. A invenção de mais e mais "coisas" inteligentes e conectadas irá conduzir ao desenvolvimento de milhares de novas soluções. Um terço dos gastos com IoT em 2015 será focado em dispositivos inteligentes embarcados. A indústria de telecomunicações ajudará, estabelecendo parcerias com as principais empresas de TI interessadas em alavancar o mercado de soluções para IoT. A manutenção preditiva emergirá como uma importante categoria de soluções para IoT.

7. Data centers estão passando por uma transformação fundamental na era da Terceira Plataforma, com as capacidades de computação e armazenamento movendo-se para a nuvem. Essa mudança vai desencadear uma explosão de inovações de hardware "cloud-first" e uma maior consolidação entre os fornecedores de servidores, armazenamento, software e redes. A IDC espera ver duas ou três grandes fusões, aquisições ou reestruturações entre fornecedores de alto nível em 2015.

8. A Terceira Plataforma está transformando não apenas a indústria de tecnologia, mas todos os setores da economia. A IDC acredita que um número considerável de negócios disruptivos surgirá em 2015, graças à evolução Terceira Plataforma. Os exemplos incluem redes alternativas de pagamento, entre os serviços financeiros, a expansão das tecnologias da Internet das Coisas para segurança e obras públicas e sistemas de transporte, e a expansão dos serviços baseados em localização no setor de varejo. As plataformas digitais irão expandir-se rapidamente, podendo facilmente dobrar em 2015.

9. Além da Internet das Coisas, sistemas de aprendizado de máquina e de computação cognitiva serão outros dois aceleradores de inovação que se tornarão drivers de crescimento importantes em 2015. Soluções de segurança vão ajudar a garantir a borda (segurança biométrica em dispositivos móveis, por exemplo) e o núcleo da nuvem (criptografia como prática padrão). A inteligência de ameaças emergirá como uma categoria essencial de Dados como Serviço (DaaS), fornecendo informações sobre ameaças específicas para as empresas. E a impressão 3D crescerá expandindo o mercado das empresas de impressão de documentos convencionais, estabelecendo as bases para uma batalha iminente por clientes comerciais e industriais em 2016.

10. A China será mais influente no mercado global de TIC em 2015, com gastos que serão responsáveis por 43% de todo o crescimento da indústria, um terço de todas as compras de smartphones, e cerca de um terço de todas as compras online. Com um enorme mercado interno, a nuvem da China e seus líderes de comércio eletrônico (Alibaba), de social mídia (Tencent) e de busca (Baidu) ganharão maior destaque no mercado global. Da mesma forma, fabricantes chineses de smartphones com marca (Lenovo, Xiaomi e ZTE, por exemplo) deverão capturar mais de um terço do mercado de smartphones em todo o mundo.


"Dizer que 2015 será um ano decisivo para a indústria de TIC é subestimar o mercado", disse Gens. "Vamos ver, finalmente, a massificação da Terceira Plataforma, junto com a consolidação de fornecedores e altas taxas de abandono, parcerias estranhas, batalhas mortais entre desenvolvedores (e seus aplicativos), ampliação das soluções de aprendizado de máquina e computação cognitiva e das ofertas da Internet das Coisas, um crescente foco em cadeias de fornecimento de dados e o rápido aumento de influência dos chineses."

FONTE: CorpTV

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Qual o melhor formato para o seu site mobile?


Autor: Danilo Almeida

Não é mais uma novidade ouvir que a cada dia as pessoas estão se conectando mais através de celulares e outros dispositivos móveis. Nos últimos anos, esse número de usuários cresceu vertiginosamente, e hoje os acessos via celular representam em torno de 20% de todo o trafego online do mundo. No Brasil, esse aumento de acessos será 11 vezes maior entre 2013 e 2018, segundo estudo feito pela Virtual Network Index. Serão 645 milhões de aparelhos conectados no final desse período. Avaliando esses dados, fica clara a necessidade de garantir a melhor experiência possível para esses usuários navegarem no seu site mobile.

Web design responsivo
Sites responsivos têm como objetivo permitir que sua empresa tenha um único site (desktop) que se adapte automaticamente aos diversos tamanhos de telas. Isso acontece quando adaptamos conteúdo, design e interações do site para proporcionar uma navegação unificada para o usuário.

Prós:
- Desenvolvimento e manutenção de um único site para todos os dispositivos;

- Possui uma única URL – facilita o acesso e otimiza o tempo de carregamento, pois não terá redirecionamento para outro domínio;

- Não há necessidade de criar conteúdo específico, já que estamos falando de um único site;

- Otimização dos esforços de marketing, pois não há necessidade de criar campanhas específicas de divulgação;

- O Google leva em consideração sites responsivos como critério de SEO;

- Baixo custo de produção.

Contras:
- A tecnologia usada ainda é muito nova, causando alguns transtornos no carregamento do site em navegadores mais antigos;

- A experiência do usuário não é o foco, trata-se de um site adaptado, que não possui nenhum planejamento ou arquitetura de interação pensada para o dispositivo mobile;

- O site mobile não consegue ter uma vida independente, pois estará sempre atrelado às mudanças do site tradicional (desktop).

Formato mobile
Sites feitos especialmente para celulares carregam em seu DNA a interação e a navegabilidade. Um projeto de site mobile deve sempre considerar os pontos fracos e fortes da plataforma, assim como a velocidade de conexão que temos no País (2G/3G/4G).

Prós:
- Foco na experiência do usuário (UX). Você tem em mãos um site totalmente desenhado e pensado para esse tipo de plataforma;

- Motores de busca como Google, Bing e Yahoo! tendem a privilegiar sites com essa otimização nas buscas em aparelhos móveis;

- Acesso rápido, sem a necessidade de fazer download e instalação, diferente dos apps.

Contras:
- Mais de uma URL de navegação, pois o site mobile precisa de um novo domínio ou subdomínio;

- Com o site mobile separado do tradicional, os esforços para atualização e manutenção serão dobrados, já que são dois sites;

- O site exigirá um planejamento de conteúdo diferente do site tradicional, pois a cópia de conteúdo nesse caso pode ser vista com maus olhos pelos buscadores (para os buscadores se tratam de dois sites diferentes por terem duas URLs diferentes).

App nativo
App é um software feito especialmente para dispositivos móveis, como celulares e tablets, desenvolvido para sistemas operacionais específicos como iOS, Android etc. Para ter acesso aos apps, é necessário realizar o download via loja desses sistemas (Apple Store, Google Play etc.) para serem instalados. A maior vantagem dos apps é o poder de flexibilidade e funcionalidades que conseguimos agregar, como o uso da câmera, click to call, geo localização, dentre outros.

Prós:
- Em termos de experiência do usuário, os apps possuem os mesmos pontos fortes do formato mobile;

- Os apps funcionam com ou sem conexão;

- O carregamento do aplicativo é extremamente rápido;

- O céu é o limite, liberte sua imaginação, aqui tudo é possível;

- Com o app instalado, sua marca estará sempre à mostra para o usuário, por meio do ícone no desktop do aparelho.

Contras:
- Cada sistema operacional tem sua própria linguagem, fazendo com que você precise criar um app para cada sistema;

- O custo para desenvolvimento ainda é alto;

- Para visualizar os seus dados e conteúdos, o usuário precisa fazer o download do app e, dependendo da velocidade da internet dele, pode ser um impeditivo;

- A estratégia e os objetivos de marketing são totalmente diferentes para o app e para o desktop.

Qual é a melhor solução?
Tudo irá depender dos seus objetivos, pois cada formato atende a uma necessidade especifica, por exemplo: se o seu site exigir uma atualização contínua e diária, como um blog, a melhor opção será um site responsivo, é mais rápido e ágil nas atualizações. Agora se o seu negócio tem como prioridade a experiência do usuário, a melhor opção será um site em formato mobile ou até mesmo um app.


Tenha sempre em mente seus objetivos, o orçamento disponível e as características do seu mercado. Todas as soluções são corretas e efetivas, mas uma coisa é certa, a melhor opção é aquela que agrada mais o seu usuário.

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

10 hábitos de executivos de Marketing de sucesso


Autora: Roberta Moraes

Numa sociedade em constante transformação, impulsionada pelo avanço do mundo digital, que alia criatividade e tecnologia, é fundamental que os profissionais estejam cada vez mais antenados e abertos a novidades. Em algumas áreas, como o Marketing, em que a cada dia surgem novas ferramentas e necessidades, os executivos devem acompanhar de perto essa evolução para se destacar. E, para isso, não basta contar com a sorte, é preciso manter hábitos como exercitar a curiosidade e a sociabilidade, além de investir em constante capacitação.

Além de visão estratégica de negócios, também é necessário que esse profissional tenha uma percepção financeira, para saber o quanto toda a estratégia de Marketing impacta na rentabilidade da empresa, considerando risco e retorno. A capacidade de atribuir valor e perceber como isso repercute no resultado da empresa também é um diferencial importante. Um bom exercício é conhecer todos os setores da organização, da produção à distribuição, passando por um profundo entendimento da jornada de compra do shopper.

Com a internet mudando cada vez mais a relação de consumo e influenciando a experiência de compra, o profissional de Marketing tem que se adaptar para estar alinhado a essas necessidades. É importante, por exemplo, desenvolver novas competências, interpretar as informações e ter foco em resultados. Conheça esses e os outros hábitos comuns aos executivos de Marketing de sucesso a seguir.

1 – Mantenha os olhos no futuro
Com a aceleração das mudanças tecnológicas, econômicas e comportamentais, o Marketing está, a todo momento, se transformando e encontrando novos caminhos. O executivo bem sucedido sabe como a empresa está atuando, como ela quer se posicionar a cada dia e, principalmente, aonde ela quer chegar nos próximos 12 meses. Conhecer o que acontece no mundo para aplicar à realidade das organizações é importante para antecipar tendências e encontrar soluções.

A capacitação, além dos tradicionais cursos de especialização e da formação acadêmica, pode ser buscada no mercado internacional, por meio de informações das universidades, fóruns de discussão e centros de pesquisa que estão mais acessíveis e permitem que o profissional saiba o que está sendo debatido no mundo. É preciso estar com os olhos e a mente aberta para poder captar e compreender os movimentos que acontecem no mundo.

2 – Tenha visão global com entendimento local
Não adianta, entretanto, entender o que acontece lá fora, se não souber aplicar à realidade em que está inserido. O importante é ter uma compreensão local combinada com a visão macro. “Entender o que acontece no mundo é essencial. Da mesma forma que um profissional americano, por exemplo, quer saber o que acontece no mercado brasileiro, o daqui tem que estar atento ao que ocorre nos Estados Unidos, na Europa ou em qualquer lugar da Ásia. O mais importante é entender localmente, mas ter uma visão global do que pode ser feito”, reforça , em entrevista ao Mundo do Marketing.

3 – Capacite-se constantemente com foco em resultado
Manter-se capacitado é fundamental para atravessar momentos de crise no mercado, como o atual cenário econômico brasileiro. Por conta da estagnação, houve uma redução nas posições em aberto na área de Marketing, segundo a Michael Page. Em momentos delicados como este, quando o mercado está mais difícil, no entanto, as empresas costumam focar na substituição de alguns funcionários por outros com uma visão de negócio focada em rentabilidade. “O profissional atualizado, que esteja focado em aumentar a receita da empresa e melhorar o relacionamento da marca com o cliente, ainda tem uma demanda grande. O mercado busca pessoas com maior entrega de resultado”, comenta o headhunter.

4 – Seja comprometido com a empresa
Ser proativo e estar alinhado às tendências fazem parte do perfil do profissional que está preparado para se antecipar aos problemas e alterar um projeto de acordo com o comportamento e anseios do consumidor. Cada vez mais as organizações buscam pessoas engajadas, que estejam interessadas em fazer da missão e dos valores da empresa seus propósitos pessoais.

Essas características são consideradas quando as empresas começam a analisar o perfil dos candidatos que vão integrar o quadro de colaboradores. “O profissional ideal é aquele que tem algum interesse com a missão da empresa, que se mostra capaz de executar tarefas e que tenha paixão pelo que faz, em vez de estar apenas interessado na vaga por conta dos benefícios financeiros que ela oferece”, comenta Guilherme Santa Rosa, CEO da Fábrica de Aplicativos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

5 – Seja cada vez mais digital
Com o crescente investimento das empresas no mundo online e o mercado caminhando para uma relação mais próxima entre consumidores e marcas, é essencial que os executivos tenham o conhecimento de ferramentas de redes sociais e, principalmente, saibam como interagir com esse público. “Antes as marcas e as empresas ditavam o caminho do mercado. Agora, com o poder das redes sociais, isso foi invertido: é o consumidor que diz o que quer. O profissional tem que saber se adaptar a essa realidade e, principalmente, saber tirar o melhor disso”, afirma Cunha.

6 - Desenvolva novas competências
Os executivos devem estar prontos para adquirir periodicamente novas competências, a fim de se adequarem às transformações da sociedade. “Um bom profissional de Marketing deve estar constantemente lendo, pesquisando, mantendo bom relacionamento, participando de eventos e congressos. É importante cultivar boas conversas, almoço de negócios, eventos e ter capacidade de escutar e observar o outro”, pondera Romeo Busarello, Diretor de Marketing e Ambientes Digitais da Tecnisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

7 – Seja curioso
Com o mercado em constante movimento – como o próprio nome Marketing sugere – é fundamental que os profissionais desenvolvam algumas habilidades. Ser curioso é a principal delas. É preciso ser perspicaz e conseguir olhar além dos acontecimentos para criar novas ideias e ser capaz de fazer associações. Para isso, é importante ultrapassar os sentidos e ir além da visão, exercitar a observação, percebendo o comportamento das pessoas nos mais diversos momentos e ambientes. Esse olhar diferenciado e mais curioso favorece a inovação.

8 – Esteja aberto a novas experiências
Libertar-se da rotina e experimentar as ferramentas e plataformas de negócios que vêm emergindo, como os aplicativos para chamar táxis, bitcoins, as bicicletas compartilhadas e, até mesmo, estar atento a tudo o que acontece ao redor, como feiras, ônibus e metrô, contribuem para ampliar a visão dos especialistas.

Essas experiências podem gerar negócios, como aconteceu com a construtora Tecnisa, que instalou uma feira gastronômica em um empreendimento em São Paulo, após um diretor se deparar com um evento semelhante em Frankfurt. A iniciativa foi importante para aumentar o número de visitantes e contribuiu para impulsionar o negócio.

9 – Interprete as informações
Desenvolver ações pautadas na interpretação de dados é fundamental nos dias de hoje para entregar ao consumidor o que ele realmente deseja, otimizando o impacto da ação. “O uso de ferramentas como o Big Data é essencial para que o profissional entenda, com base em informações, qual estratégia ele tem que colocar no mercado”, comenta Fabio Cunha.

10 – Invista em network

Assim como as relações sociais são importantes em qualquer setor da vida, manter uma sólida rede de contatos é fundamental no meio empresarial. A qualidade do profissional no ambiente corporativo pode ser avaliada por meio do resultado da equação: o que você sabe x quem você conhece. “Se um bom profissional de Marketing não tiver uma vasta rede de relacionamentos, ele será um profissional medíocre. Cerca de 60% dos meus problemas como executivo na Tecnisa são inéditos, nunca enfrentei na vida. E a solução eu busco na minha rede de relacionamento e não nos livros”, ensina Romeo Busarello.

Informações da Empresa: a CorpTV é uma empresa especializada na tecnologia Streaming (Transmissão de dados - vídeo/áudio) para a criação de soluções de comunicação corporativa à distância, transmissão de eventos corporativos e comerciais via internet ou intranet(Videoconferências Ponto-a-Ponto ou Multiponto, Webconferência, Webcast, etc) e criação de canais de TV e Rádio via internet (WEBTV e WEB Rádio).

FONTE: CorpTV

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Plano de divulgação na internet faz toda a diferença nos negócios, diz especialista


Não basta a sua empresa ser boa, ela também deve parecer ser boa. Essa frase resume um importante aspecto das empresas atuais: a necessidade de uma divulgação apropriada e de qualidade.

Toda marca de busque o sucesso precisa ser conhecida, vista e lembrada. Com isso, a internet entra na lista de maiores auxiliadores existentes nesse processo, claro, quando bem utilizada.

No entanto, é preciso saber que divulgar uma empresa sem conhecer suas plataformas e mecanismos é, de certa forma, um "tiro no próprio pé", responsável muitas vezes por uma péssima fama e a perda de clientela. Por isso, é cada vez mais necessário entender essa importância e saber lidar corretamente com a divulgação e imagem da empresa na internet.

David Nudelman, sócio da Publicidade Popular, agência especializada no atendimento de micro e pequenas empresas, relata que a receita investida pela empresa nessa área pode ser cortada pela metade, caso ela invista em um bom plano de divulgação.

“Eu já sabia disso na prática – mas vi isso acontecer com um dos nossos clientes: ele tinha um site desatualizado e mantinha seis campanhas diferentes no Google Adwords – e isso lhe custava bem caro. Após uma reunião, entendemos melhor a necessidade dele e vimos o que poderíamos fazer para melhorar os resultados dele com muito menos investimento: e esse preço caiu pela metade - literalmente”, comenta David.

Nudelman relata ainda que desenvolveu um novo site, dessa vez mais atraente e com melhor relevância de localização e publicidade via Google, o que proporcionou uma melhor navegação para o usuário.

“Após o site, começamos o trabalho com o Google Adwords. Até o momento, o cliente fazia isso por si mesmo, já que é uma plataforma simples e intuitiva. Porém, várias funcionalidades importantes não foram usadas e prejudicaram a campanha, - e isso aumentava o seu custo”, explica David.


O empresário também disse que foram utilizados outros métodos para melhorar o resultado desse projeto, como um planejamento de palavras chaves e a utilização da estratégia de lances flexíveis, dando ainda prioridade a alguns horários e determinados públicos. O resultado, segundo ele, foi “rápido e maravilhoso. O cliente passou a economizar 50% da sua verba e ainda ganhou mais cliques, melhor relevância – e, consequentemente, melhores resultados”, conclui Nudelman.

FONTE: CorpTV

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

É preciso posicionar TI como negócio, postura que também cabe aos CIOs



Autor: Cezar Taurion

Os eventos com CIOs são excelente oportunidade de entender os desafios e problemas que estes executivos enfrentam. As conversas geralmente fluem soltas e abertas. Curioso é ouvir com frequência frases como “ TI e o negócio” – o que me soa estranho, como se fosse uma percepção de nós, TI e eles, o negócio. Não ouvimos falar de “vendas e o negócio”. Então por que TI é visto de forma separada do negócio, sempre sendo necessário enfatizar “TI e o negócio”?

Também observo que são raríssimos os CIOs que ascendem ao topo da organização. Quase não vejo CEOs oriundos de TI, mas sim de outras áreas como vendas, finanças, operações etc… Mas não de TI.

Pensando um pouco sobre o assunto, observamos que embora de alguma forma a TI e o CIO se envolvem com todo o negócio (pense na implementação de um ERP, que transversa toda a organização), TI é vista de forma separada e periférica. Com certeza parte do problema decorre do fato que os CEOs e demais executivos não entendem direito o que TI realmente faz. Mas, creio que parte substancial é responsabilidade do próprio CIO, que se coloca à margem do negócio. Difícil ver CIOs participando de eventos de negócios. Em um recente evento patrocinado por um jornal econômico sobre os futuros da economia nos próximos anos, não vi na lista de presença nenhum CIO.

Outro contexto comum é ver os CIOs passando a maior parte de seu tempo com sua equipe técnica ou com seus fornecedores de tecnologia discutindo detalhes tecnológicos e uma parcela mínima de seu tempo com seus pares das outras áreas de negócio, debatendo perspectivas do negócio. O próprio jargão especializado cria barreiras de comunicação.

Um CIO me confessou que estava decepcionado porque sua proposta de implementar um modelo de governança de TI não encontrava eco na equipe executiva. Da conversa ficou claro que na verdade a proposta acabava passando um percepção de burocracia e lentidão e não deixava claro que benefícios agregaria para o negócio. Nitidamente um foco excessivamente centrado na tecnologia e nos meandros da TI, que não interessam a um CEO.

Outro ponto que me chama atenção é que a maioria das equipes de TI são constituídas de profissionais muito centrados na tecnologia, com pouca intimidade com o negócio. Muitas vezes, os processos de governança implementados em TI incentivam estas barreiras pois filtram os contatos entre o negócio e a TI, deixando a equipe de TI muito voltada para dentro de seu feudo. Uma sugestão aqui é criar mecanismo que favoreçam embutir a equipe técnica no negócio em si, aumentar seu conhecimento das especificidades das demandas do negócio e incentivar nas comunicações com os usuários uma linguagem menos técnica.

Um outro desafio para os CIOs é o fenômeno da consumerização da tecnologia. A tecnologia disponível lá fora, smartphones e tablets com apps sofisticados e intuitivos, fáceis de serem baixados, torna a vida dentro da empresa quase que uma volta ao passado. Um CIO me disse que seu presidente comentou que “ao entrar na empresa, se sentia voltando ao passado, pois não encontrava nos sistemas corporativos as facilidades e intuitividade que os apps que ele usa no seu dia a dia”. Surge um paradoxo interessante, pois quanto mais os usuários se tornam íntimos e gostam da tecnologia, mais eles reclamam da TI tradicional. Na verdade, este fenômeno não é novidade, pois começou com o surgimento dos PCs e a reação negativa de muitos CIOs que viam falhas de segurança em todo canto com seu uso. Com o tempo, resolvemos os problemas e todas as empresas usam PCs e laptops. Com os smartphones, tablets e a facilidade de se obter apps, o processo cresceu exponencialmente. Hoje o primeiro lugar onde as novidades tecnológicas são usadas são nas casas e no dia a dia dos usuários e só depois é que chegam às empresas. Claramente este descompasso é um motivo de insatisfação.

O que fazer? É um desafio e tanto, pois ao mesmo tempo que deve manter os sistemas legados operando sem problemas, os CIOs e a TI devem adotar inovações tecnológicas em ritmo cada vez mais rápidos. Tentar preservar o tradicional paradigma de controlar a entrada de tecnologias na empresa, com as homologações feitas anteriormente, é uma luta inglória. Os CIOs que tentam preservar este status quo já perderam a luta. Como disse a um CIO, “cloud computing é tudo aquilo que seus usuários já usam e você não sabia (ainda!)”. O vetor resultante desta tentativa de preservar o controle é o “shadow IT”, aquelas tecnologias que entram nas empresas ao largo da TI tradicional. E provavelmente é muito, mas muito maior que os CIOs acreditam que seja nas suas organizações. Isto comprovei em um assessment em uma organização. Identifiquei uma grande parcela dos usuários usando apps e nuvens para atividades profissionais sem o conhecimento da área de TI. Muitas soluções especializadas são vendidas pelos seus fornecedores diretamente às áreas usuárias. TI, portanto, deve assumir uma postura proativa, não apenas aceitando, mas conduzindo o processo de consumerização nas empresas. É uma mudança de seu modelo mental, de comando e controle para conselheiro e consultor. Uma sugestão: repense seus modelos de governança e compliance, pois eles provavelmente, por terem sido criados para um modelo computacional anterior às nuvens, smartphones e tablets, já estão obsoletos.

Portanto, os CIOs têm muito a fazer. Os sinais de fumaça, indicadores que as mudanças são inevitáveis estão aparecendo em todos os lugares. O ritmo de mudanças está se acelerando de forma visível. O cenário de negócios, em consequência, está cada vez mais complexo e instável.


Como TI está cada vez mais inserida no negócio, podemos até nos arriscar a dizer que não temos mais “TI fazendo parte do negócio”, mas o “próprio negócio é TI”. Os tempos em que existia um setor de TI, isolado, definitivamente já passou. As empresas que ainda estão no estágio de “buscar alinhamento entre TI e o negócio” já perderam o trem. Ele já saiu da estação e elas tem que dar um salto quântico para se reposicionarem. Questão de sobrevivência.

FONTE: CorpTV

Por que a mídia programática vai transformar a publicidade para vídeos online?


Autora: Lara Krumholz

Com o crescimento da audiência de vídeo online no Brasil, marcas e agências já veem uma oportunidade para melhorar o desempenho e controle financeiro de suas campanhas. O RTB (Real-time Bidding) e a mídia programática têm se destacado como ferramentas com recursos necessários para promover eficiência e mudar o cenário da propaganda online.

Se para o mercado publicitário, 2014 foi caracterizado pela chegada da programática no Brasil e um período de experimentação, 2015 será o ano da concretização. Aos poucos o modelo vem se mostrando eficaz e se estrutura como ferramenta importante para promover a inovação.

Essas mudanças devem-se ao fato dos consumidores brasileiros estarem se relacionando de forma cada vez mais próxima às marcas, utilizando novos formatos de vídeo e dispositivos conectados entre si. No YouTube, o Brasil ocupa hoje a segunda posição, fora dos EUA, em visitantes únicos e é um dos cinco maiores mercados em termos de receita, conforme divulgou o site do The Wall Street Journal.

Segundo pesquisa do IDC, a programática deve crescer 579,7% no Brasil até 2015, com investimentos somando US$ 3,9 milhões. Outros mercados, como EUA e Europa, já possuem uma maturidade na utilização da tecnologia aliada à publicidade. De acordo com uma pesquisa pública realizada pelo IAB e Winterberry Group, 98.2% dos veículos americanos e 72% do restante do mundo (principalmente Europa e Japão) vendem seus espaços via mídia programática. China e o Brasil estão na lista dos que mais seguem essa tendência.

Ao automatizar operações e otimizações, o RTB permite melhorar consideravelmente o ROI. O vídeo programático oferece às marcas a oportunidade de comprar por meio do seus Trading Desk, agências ou Private Marketplace, com uma plataforma em todas as telas, e controlar a qualidade e volume do inventário. Assim, é possível melhorar os resultados das campanhas e criar mensagens personalizadas, por meio de uma segmentação mais eficaz.

Profissionais da área e associações como o IAB Brasil, por meio do recém-criado “Comitê Programático”, já estão se mobilizando para promover mudanças, enfrentar obstáculos, repensar o modelo de negócio e coordenar os novos especialistas para liderar essa mudança.

Considerando que toda inovação envolve uma melhor eficiência por meio da tecnologia, nesse caso, o programático é o agente tecnológico transformador. E o melhor é que já está disponível no Brasil. Num futuro próximo, veremos como a tecnologia irá mudar nitidamente os hábitos das agências e exigências dos anunciantes.


Informações da Empresa: a CorpTV é uma empresa especializada na tecnologia Streaming (Transmissão de dados - vídeo/áudio) para a criação de soluções de comunicação corporativa à distância, transmissão de eventos corporativos e comerciais via internet ou intranet(Videoconferências Ponto-a-Ponto ou Multiponto, Webconferência, Webcast, etc) e criação de canais de TV e Rádio via internet (WEBTV e WEB Rádio).

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Velocidade, volume, variedade, veracidade e valor no Big Data


Autor: Cezar Taurion

O tema Big Data está na mídia e começando a se tornar realidade. Mas curiosamente, até pela inexatidão do nome, atenta-se muito ao fator volume. A capacidade de armazenar dados cresce rapidamente, ao mesmo tempo que seu custo cai. Mas uma variável importante é a velocidade com que, rápida e eficazmente, conseguimos acessar, analisar e tomar decisões baseadas nestas informações. A variável velocidade, ou a velocidade com que o fluxo de informações navega pela organização, é um dos principais Vs dos conceitos embutidos em Big Data.

Velocidade de acesso já é realidade em alguns setores, como financeiro, onde a vantagem competitiva na compra e venda de ações mede-se em microssegundos. Mas à medida que interagimos com as empresas de forma contínua, com nossos smartphones e tablets, elas começam a identificar a importância de interagir com seus clientes durante as próprias interações. Assim, um negócio de comércio eletrônico, como o da Amazon, propõe recomendações baseadas nos seus padrões de compra no instante em que você está ativo no site. E bancos tentam identificar uma fraude no momento em que você está utilizando um cartão de crédito, em qualquer lugar do planeta.

Mas, vocês pararam para pensar no imenso volume de dados e demanda de processamento que está por trás destas operações? Identificar um padrão de compras ou uma tentativa de fraude envolve a análise de uma montanha de dados estruturados e não estruturados.

Com maior variedade de dados disponiveis, maiores as chances dos algoritmos conseguirem identificar padrões. Em Big Data, a análise, portanto, não se restringe apenas a volumes maiores, mas a um montante mais complexo (diversidade de dados) e a uma velocidade que atenda às necessidades do negócio. Um exemplo interessante é a empresa Dataminr que vasculha cerca de 500 milhões de tuites por dia para buscar informações que mexam com o mercado antes que cheguem ao noticiário. A Dataminr categoriza e analisa cada tuite em tempo real, separando o spam, e comparando a informação com outras fontes de noticias, preços de mercado, padrões climáticos e outros dados para determinar sua importância.

Este quesito, velocidade, tem sido o alvo de inúmeras pesquisas e projetos tecnológicos. Alguns exemplos são o Druid e o Drill. O Drill é a versão open source do Dremel, do Google. Vale a pena estudar um pouco mais a tecnologia Dremel, e para isso sugiro a leitura do texto http://static.googleusercontent.com/media/research.google.com/en//pubs/archive/36632.pdf. Recomendo também olhar o Storm, usado pelo Twitter. É um sistema open source de baixa latência, com o conceito de “stream processing”. Esta modalidade de processamento é necessária quando a aplicação demanda resposta imediata ao dado que chega. Reparem como temos soluções de tecnologia de ponta em open source! Me parece que aos poucos, soluções proprietárias começam a dar lugar a soluções open source, à medida que estas amadurecem e criam um ecossistema consistente em torno de si.

Estas tecnologias complementam o onipresente Hadoop, que foi desenvolvido para operar em batch (tempo muito mais lento...) e provavelmente se consolidarão nos próximos anos. Por sua vez, distribuidores Hadoop, como a Cloudera, desenvolvem soluções que permitem fazer análises rápidas, em cima da massa de dados, sem necessidade de passar por processos batch. O Impala é um exemplo bem emblemático.

Mas temos aí um interessante fato. Ser rápido não significa ser tempo real. Na prática não existe tempo real, mas “quase tempo real”. Tempo real significa que você trata o dado no instante em que ele chega. Trata o dado no presente. Diferente de sistemas como o Drill e o Dremel que tratam dados já armazenados, embora em alta velocidade. O mesmo com o Dataminr, que trata tuites já postados. No dia a dia são poucos os casos de tempo real. Um algoritmo de recomendação como o da Amazon não precisa ser em tempo real. Ele precisa, sim, interagir com o cliente enquanto ele navega pelo site da empresa, o que pode levar alguns segundos ou minutos. Tempo real é necessário para um veículo autonômo como o carro sem motorista do Google, pois tem que tomar decisão no instante que a situação ocorre.

Planejar iniciativas de Big Data passa necessariamente em maior ou menor graus pelos vários Vs, como volume e variedade. Mas, o aspecto velocidade não pode e nem deve ser menosprezado.

Nem sempre o negócio poderá esperar decisões com espera de vários dias...Talvez precisemos analisar e decidir na hora em que o fato está acontecendo.

FONTE: CorpTV

Facebook abre inscrições para programa de startup no Brasil



O Facebook está com inscrições abertas para o FB Start, programa de apoio a startups criado pela rede social. A empresa quer firmar parcerias com empresários brasileiros que trabalham com o desenvolvimento de aplicativos móveis, disponibilizando para eles licenças de software, além de consultorias de projetos com engenheiros da empresa e também divulgação.

“Nos Estados Unidos, os usuários gastam 80% do seu tempo em aparelhos móveis nos aplicativos. Além disso, as pessoas checam o celular cerca de 100 vezes por dia. Aqui no Brasil, contamos com 72 milhões de pessoas acessando o Facebook por seus dispositivos móveis todos os meses. Esses números nos mostram que o mercado de desenvolvimento de apps pode ser explorado de maneiras inovadoras. Queremos colaborar com esse ecossistema para que as startups brasileiras possam ter visibilidade e competitividade internacional”, relata Artur Souza, líder de engenharia de soluções do Facebook para América Latina, em entrevista ao Estadão.


Através do link fb.me/start, participantes cadastrados serão escolhidos e terão acesso a 16 empresas associadas ao Facebook, com o objetivo de desenvolver novos sistemas e apps. Empresas iniciantes e sem produtos prontos serão classificadas como "básicas", onde receberão como prêmio US$ 20 mil em créditos e serviços. Já as donas de aplicativos prontos serão classificadas como "avançadas", recebendo US$ 60 mil em prêmios.

FONTE: CorpTV

O que esperar do futuro da publicidade no ambiente digital?

Autor: Leonardo Araujo

Randall Rothenberg, presidente e CEO do Interactive Advertising Bureau norte-americano, conversou com jornalistas num encontro realizado na tarde desta terça-feira (25), na sede do IAB Brasil, em São Paulo.

Ao lado de Guilherme Ribenboim, presidente eleito da entidade para 2015, o executivo falou sobre publicidade digital, economia, criatividade, entre outros assuntos.

O Adnews esteve presente e traz abaixo alguns ensinamentos do profissional.

Criatividade no digital: é possível?
Questionado se o ambiente digital propicia cenários ideais para o aumento de uma propaganda criativa, Rothenberg afirmou que sim.

"Obviamente há espaço para a criatividade. O digital não é diferente de nenhum ambiente de mídia".

O executivo lamenta, porém, que ainda seja muito frustrante ver no espaço digital alguns trabalhos menos criativos e que deixam a desejar esteticamente.

O CEO do IAB EUA acredita que isso acontece porque a indústria digital em todo o mundo é dominada pelas pessoas que possuem dinheiro e são da área tecnológica.

"Geralmente, elas são os opostos das pessoas criativas", comenta. "Elas reforçam isso gastando tempo falando sobre dinheiro e tecnologia e não sobre a beleza e o impacto", analisa.

No IAB nova-iorquino, conta, há um clamor por uma revolução criativa. "Ela está acontecendo, mas está acontecendo de maneira sutil e desconectada", explica Rothenberg.

Quando a primeira revolução aconteceu – anos 50 e 60 – com nomes como Bill Bernbach e David Ogilvy, os indivíduos da indústria da publicidade sabiam quem especificamente eram responsáveis pelas peças.

"Eles tinham modelos a seguir. Tivemos uma falta destes modelos, mas agora começamos a vê-los de novo. David Droga, da Droga5, é um bom exemplo. PJ Pereira, o mais famoso brasileiro da indústria americana e que fez seu nome quase completamente na publicidade digital, é outro. David Palmer, da The Barbarian Group e Nick Law, da R/GA também. Estes são os Bill Bernbachs, Jay Chiats e David Ogilvys da era moderna", diz Rothenberg.

Segundo o CEO, é preciso que cada país encontre este grupo de pessoas representativas no ambiente digital e as transformem em "superstars" para que elas possam inspirar os jovens a dizer: "Eu quero ser o próximo PJ Pereira", por exemplo.

"Mudar corações e mentes. É sobre isso que a publicidade trata. Você não muda corações e mentes com uma peça tecnológica, mas com conteúdo", afirma.

Caminhe com os consumidores
Quando o assunto foi modelo de negócio brasileiro, o CEO do IAB EUA enfatizou que as marcas precisam caminhar conforme o comportamento de seu público.

"Se você manter a publicidade nos veículos antigos, você simplesmente vai perder os consumidores. Os consumidores estão mudando, não importa o que você diz. Eles estão em movimento. Veja as estatísticas, está muito claro. Seja nos Estados Unidos, no Brasil ou no Reino Unido. Cada vez mais o consumidor está gastando seu tempo em telas digitais. Isso significa que se você é um anunciante e quer atingir sua audiência, você tem de se mover para as telas digitais", afirma.

Resistir a este cenário por motivos A ou B será fatídico. "O custo da resistência é a destruição das marcas", acredita.

Mas é preciso lembrar sempre do contexto em que o consumidor está inserido. Por isso, o CEO acredita num crescimento cada vez maior da publicidade nativa.

A economia brasileira
Não há criação ou investimento se a economia não andar.

Gothenberg ­ressalta que mesmo não sendo um expert em economia brasileira, pode dizer, baseado no que houve nos Estados Unidos em 2008, que o crescimento digital ainda deve ocorrer.

"Durante a recessão houve certo impacto na economia digital, diminuiu um pouco o crescimento, mas ele foi retomado logo depois. Mesmo que a economia dos EUA tenha um crescimento tímido desde 2009, a economia digital vem crescendo 15% ao ano", analisa.

"Consumidores estão se movendo para dispositivos digitais. Isso não vai parar, nada vai impedi-los. Se você parar para pensar, isso [apontando um smartphone] é uma coisa relativamente barata e que possui enormes utilidades mesmo para os mais pobres e como os consumidores estão se movendo para lá, isso promove o crescimento da economia digital. Pelo menos para os próximos anos", analisa.

Segundo o CEO, componentes do setor digital são os que crescem mais rapidamente na economia brasileira, como o acesso à internet e a própria publicidade digital.

Os desafios do mobile
Segundo o executivo, o mobile tem sido de longe a área que cresce mais rapidamente no digital. Nos Estados Unidos tem crescido mais de 100% ao ano nos últimos três anos.

Ainda assim, há desafios para o meio. Um dos grandes problemas é que a propaganda no mobile não costuma ser "agradável".

"Esse é um dispositivo muito intimista", diz Rothenberg, ressaltando que os anúncios em dispositivos móveis devem entrar no contexto do usuário.

Mídia programática
Outro assunto abordado foi a compra de mídia programática que, na opinião de Rothenberg, veio para ficar.

"Trazer automação para as transações publicitárias é a coisa mais perfeitamente lógica e sensata que qualquer um poderia imaginar. [...] Eu escrevi sobre mídia programática no Advertising Age no ano de 2000, há 14 anos. E eu lembro que tive zero respostas. Ninguém escreveu uma carta ou e-mail sobre o assunto. Ninguém fazia ideia do que eu estava falando", relembra.

O movimento para a mídia programática não vai parar.

"Especialmente para publicidade em grande volume. [...] Em 2015, 91% dos anunciantes dos EUA pretendem utilizar a mídia programática em seus negócios. Claro, há problemas. Como é automatizada, tende a ser impensada", alerta.

Mas os problemas, ele ressalta, serão resolvidos e a compra programática seguirá imparável.

Privacidade do consumidor
Num ambiente tão automatizado, é quase impossível não questionar como as marcas podem evitar problemas com a privacidade do consumidor.

"Temos uma responsabilidade de educar o público para que eles saibam o que se passa em ambientes digitais específicos", ressalta o executivo.

O IAB criou o Advertising Option Icon para fornecer aos internautas informações sobre todos os anunciantes que estão coletando seus dados na web.

Segundo Ribenboim, todos os players importantes do mercado estão trabalhando preocupados em respeitar a privacidade do internauta.

Ambos ressaltam que é preciso mostrar para o público que a publicidade não é algo que deveria ser proibido, mas que faz parte da livre expressão de uma nação.


E Rothenberg relembra que se a própria indústria não se autorregular, o governo começará a fazê-lo.

FONTE: CorpTV

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Empresas com trabalho remoto atraem gerações X e Y


Autora: Adeline Daniele

Um estudo realizado pela Cisco revela que as demandas das gerações X e Y por modelos flexíveis de trabalho fazem com que as empresas passem a adotar novas políticas para acomodar e atrair esses profissionais.

A pesquisa faz parte do relatório Cisco Connected World Technology Report (CCWTR) 2014, que analisa o comportamento de profissionais de 18 a 50 anos em 15 países e a importância da tecnologia no ambiente profissional no futuro.

De acordo com o levantamento, cerca de 2/3 dos entrevistados acreditam que uma empresa com modelo de trabalho flexível, móvel e remoto obtem vantagem competitiva sobre outras organizações.
Além disso, 56% dos profissionais de recursos humanos afirmam que seus departamentos já implementaram ou planejam adotar essa medida, enquanto cerca de 1/4 dos trabalhadores das gerações X e Y afirmam que suas empresas já permitem o trabalho remoto.

No Brasil, a tendência também aponta mudanças no modelo tradicional de trabalho.
Apesar de 88% dos profissionais serem obrigados a trabalhar em um escritório de segunda à sexta-feira, 59% dos entrevistados da geração X e 55% da geração Y afirmaram que não se importariam em ter o salário reduzido em troca de mais flexibilidade na jornada de trabalho.

Funcionário “multitarefa”
Nesse cenário de mudanças, um novo modelo de profissional ascende no mercado: o “supertasker” – indivíduo que pode realizar com sucesso mais duas tarefas ao mesmo tempo.
Segundo a pesquisa, 4 em cada 10 profissionais das gerações X e Y se consideram um supertasker.

Para os profissionais de RH, essa qualidade eleva as expectativas de performance nas organizações, sendo que 62% deles acreditam que os supertaskers aumentam a produtividade da empresa.

E cerca de 2/3 dos entrevistados acreditam que até 2020 o supertasking será o atributo mais procurado por suas empresas.

Sempre conectado
Em compensação à flexibilidade nas jornadas de trabalho, o relatório da Cisco revela que as gerações X e Y estarão cada vez mais conectadas com seus empregos.

Mais da metade dos profissionais entrevistados afirma que está disponível e pode ser acessada para trabalho 24 horas por dia e sete dias por semana, e 3 em cada 10 afirmam que podem ser encontrados tanto por e-mail, quanto por telefone.

O levantamento também mostra que os brasileiros utilizam entre 10 e 19 aplicativos todos os dias, e chegam a preferir perder a carteira ao celular.

Além disso, 7 em cada 10 profissionais de RH acreditam que os funcionários da Geração Y são capazes de realizar tarefas com mais agilidade ao utilizar seus dispositivos móveis e aplicativos em vez de computadores e notebooks.

Quanto aos dispositivos vestíveis, a maioria dos entrevistados acredita que até 2020 o aparelho conectado mais importante de um profissional será o smartphone.

No Brasil, os profissionais também afirmam que usariam um “wearable” para o trabalho e para a vida pessoal no lugar de um desktop.


Informações da Empresa: a CorpTV é uma empresa especializada na tecnologia Streaming (Transmissão de dados - vídeo/áudio) para a criação de soluções de comunicação corporativa à distância, transmissão de eventos corporativos e comerciais via internet ou intranet(Videoconferências Ponto-a-Ponto ou Multiponto, Webconferência, Webcast, etc) e criação de canais de TV e Rádio via internet (WEBTV e WEB Rádio).

FONTE: CorpTV

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O mundo em rede: como a internet criou um novo ecossistema econômico global


Autora: Débora Yuri

Computador NeXT. Instant Messenger Chat da AOL. Browser Mosaic 1.0. Amazon. eBay. Yahoo! Windows 95 e Internet Explorer. GeoCities. Hotmail. Google. Napster. Booking.com e TripAdvisor. Wikipedia. Xbox Live. iTunes Music Store. Skype. LinkedIn. MySpace. WordPress. Facebook, YouTube e Twitter. BlackBerry. iPhone. “Yes We Can”. Android. App Store. Pinterest e Instagram. iPad. Black Friday. #Egypt e “Gangnam Style”. Edward Snowden. WhatsApp. Netflix. AirBnb. Spotify.

Além de colecionar marcos históricos, a World Wide Web chega aos 25 anos de vida com o status de ter transformado a economia mundial. A invenção do cientista britânico Tim Berners-Lee criou um outro ecossistema econômico, que modificou praticamente todas as indústrias estabelecidas.

A de comunicação e marketing foi das mais afetadas. Com a evolução da rede, novas empresas despontaram no mercado, de produtoras de sites a grandes consultorias. Milhares de startups nativas da Web surgiram e vingaram – hoje, algumas delas figuram na lista das companhias mais valiosas do mundo, como Apple, Google e Facebook.

A revolução causada pela internet fez Gilson Schwartz, economista e professor da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), conceber o termo Iconomia. Para ele, a palavra desintermediação será a chave para esta nova economia. “Ela já mudou algumas indústrias; as da música e da TV são exemplos. Quando conteúdos vão para a rede, muitas vezes abertos, os antigos intermediários são questionados. O consumidor pergunta: ‘Por que eu vou comprar um CD?’.”

Criar negócios que permitam formas revisitadas de mediação é o desafio agora, e são estes negócios que dominarão a Iconomia – a economia do futuro –, afirma Schwartz. “A indústria de games, a educação e o comércio são setores que já estão em fase de adaptação para elaborar e estabelecer novas mediações.”

O economista avalia que é preciso uma revisão ampla das ferramentas disponíveis para ser bem-sucedido num cenário de tantas transformações. A chamada Web semântica vai ancorar a próxima fase da rede, ele continua, com a inteligência e os metadados – dados a respeito de dados – levando a internet a entender significados.

“Estamos entrando em uma nova era da Web: aquela que faz sentido, mais próxima da realidade. Por enquanto, se alguém escreve ‘banana’ no Google, ele faz um cálculo com as letras e o indivíduo recebe milhões de referências a banana split, à fruta, a uma pessoa tola, e não apenas conteúdos de seu interesse. Falhas deste tipo serão corrigidas”, explica.

De acordo com o pesquisador, as empresas que conseguem processar a big data têm hoje uma grande vantagem competitiva no mercado. A capacidade analítica também é um fator que coloca mecanismos de busca e redes sociais em posição privilegiada, já que eles catalogam dados sobre os dados dos usuários. “O passado da internet era baseado em publicação de documentos e envio de mensagens. A partir de agora, a inteligência será dominante.”

Outra tendência apontada por Schwartz é a chamada “internet of things” – a chegada de relógios, óculos, casacos, automóveis particulares, táxis, geladeiras e um sem fim de outros itens, todos conectados, permitindo o rastreamento de corpos e objetos. “Para os próximos anos, calcula-se em trilhões de dólares os investimentos na internet das coisas.”

A transformação de uma série de indústrias
CEO do Evolution, fundo de venture capital brasileiro que investe no mercado digital, Pedro Cabral cita algumas das empresas mais valiosas do planeta na atualidade para apontar as transformações vividas pela economia. “Antigamente, as companhias de petróleo dominavam o topo do ranking; depois, vieram as de bens de consumo. Hoje, temos Apple e Google como destaques e o Facebook a caminho. Google e Facebook crescem mais que Time-Warner, Fox e Disney no mundo contemporâneo”, compara.

Cabral lembra um estudo do Banco Mundial, que associa um crescimento de aproximadamente 1% no PIB (Produto Interno Bruto) de um país a cada 10% a mais de penetração de banda larga. “No Brasil, fala-se em 60% de penetração. Com smartphones e planos de dados mais baratos, o país terá 100% da população conectada de forma muito rápida. À medida que os preços de celulares e planos de dados caem, você penetra na economia inteira”, diz.

Sua projeção é que, em no máximo quatro anos, praticamente toda a população brasileira terá um smartphone em mãos – e, neste período, a questão dos valores cobrados por dados será resolvida.

“Isso muda o negócio de telecom, porque os dados serão responsáveis pela maior fatia da receita das empresas. Diversas indústrias irão se transformar, como já ocorreu com as da música e fotografia, e hoje nós temos conexões econômicas que antes não existiam.” Um exemplo é o Airbnb, plataforma que conecta quem deseja viajar com quem pretende alugar espaço em sua casa.

A rede também tem impactado, de forma decisiva, o mercado publicitário. De acordo com o executivo, há três razões para as ações dos cinco maiores grupos do mundo subirem – WPP, Omnicom, Interpublic, Publicis e Dentsu Aegis, que representam cerca de 85% da movimentação de compra de mídia. Além da margem de lucro e do crescimento em receita, o percentual de receita proveniente do digital figura entre os principais fatores.

“Isso acontece porque o investidor vê que este grupo tem capacidade de trafegar no futuro. É por este motivo que temos acompanhado tantas aquisições de agências digitais pelos grandes”, diz. As mudanças provocadas por dois fenômenos recentes também vêm alterado a lógica do mercado de comunicação, Cabral aponta: consumo de vídeos on demand e mídia programática. “Esta mídia surgiu há pouco tempo, e é o formato que mais cresce. Na atualidade, a mídia existe em espaços fragmentados.”

Na publicidade, surgem novas empresas
Para Guto Cappio, presidente da Sunset, agência do Grupo ABC, o mercado vive um momento de ruptura e precisa aprender uma nova forma de fazer comunicação. O futuro passará por entender contexto e segmentar conteúdo, tudo escorado na big data, ele observa. “Não adianta eu imprimir a campanha do novo Uno para quem não quer comprar um Uno. O conteúdo agora deve ser a mídia: tem de ser compartilhado e transformado em engajamento e movimento.”

A criação também experimenta uma era que exige mudanças, afirma, como elaborar 20 peças diferentes para 20 targets diferentes, em 20 contextos diferentes. “O Twitter não é igual, por exemplo, ao site da GM. Este novo mundo é propício para empresas focadas em dados, como a Sunset.” Segundo Cappio, a agência é um dos negócios que mais contribuem para a rentabilidade do ABC e vem registrando crescimento de 20% a 25% ao ano.

Foram dois os maiores impactos causados pela WWW, na sua avaliação. O primeiro é a forma como a rede mundial de computadores revolucionou momento e decisão de compra. “Ninguém mais adquire nada sem entrar na internet e checar as avaliações de outros consumidores sobre determinado produto”, resume.

O segundo está relacionado ao nascimento de uma nova geração de empreendedores. “A Web forneceu conhecimento e ferramentas para fomentar a cultura do empreendedorismo, e isso é mais impactante do que o surgimento de novas empresas de publicidade. Os jovens de hoje criam plataformas inovadoras e aparecem na sua porta para vendê-las. A Sunset tem atualmente um fornecedor de 14 anos...”

De startup a gigante: a explosão do Google
Mais do que startups iniciando atividades em cada canto do mundo, a WWW possibilitou a explosão de alguns gigantes nativos. Uma tímida garagem na Califórnia foi o primeiro escritório do Google, criado por Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes de ciência da computação da Universidade Stanford.

Diretor de políticas públicas da empresa no Brasil, Marcel Leonardi observa que Tim Berners-Lee não precisou pedir autorização para transformar o mundo porque a internet foi projetada e construída de baixo para cima, com uma arquitetura aberta e neutra. “Isso fez da Web um motor de crescimento econômico e fonte de constante inovação.”

Serviços gratuitos ou de baixo custo oferecidos online inserem na economia digital microempresas, empreendedores e pessoas físicas, reduzindo custos para o empresário e preços para o consumidor, ele completa. Além disso, a inclusão social, integração regional e o rompimento de barreiras socioeconômicas estimulam o desenvolvimento de uma economia reformulada.

“A web permite que os indivíduos recebam e compartilhem informações livremente, sem interferências. Neste cenário, por ter presença constante no cotidiano da humanidade, o Google é uma alavanca a qualquer tipo de negócio – das primeiras atividades ao ganho de competitividade”, diz.

Para Leonardi, o crescimento de empresas como Google, Facebook e Twitter evidenciam a preferência dos usuários da rede por serviços gratuitos custeados por publicidade – a companhia fundada pela dupla Page e Brin detém também YouTube, Motorola Mobility e Waze, entre dezenas de outras. “Cada vez mais, os consumidores estão entendendo que assumiram o controle. Agora, eles podem escolher os serviços e conteúdos de sua preferência.”

Facebook e Twitter: fenômenos da era social
Gestado no campus de Harvard pelos então universitários Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, o Facebook é um dos ícones de um movimento que está transformando investimentos e formatos publicitários. A capacidade de segmentação e avaliação abrangente do perfil dos usuários que a rede social entrega, aliada ao altíssimo tempo de uso mensal registrado no Brasil, virou de ponta-cabeça o mercado.

“Você precisa estar onde o seu target está, e o Facebook é um ambiente propício para formatos criativos”, diz Marcelo Lobianco, head de vendas da empresa no Brasil. A vertiginosa ascensão do mobile é outro fator que abriu novas oportunidades para as marcas. “Ele é ainda mais one to one e pessoal; permite reter com maior facilidade a atenção do usuário.”

Lobianco avalia ainda que os 25 anos da WWW chegam junto de mais um fenômeno transformador para a economia: a consolidação do e-commerce no país. Relatório do WebShoppers mostrou que 65 milhões de brasileiros já fizeram ao menos uma compra online, e o setor faturou R$ 28,8 bilhões no ano passado – um crescimento de 28% em relação a 2012. “As tendências, agora, são a expansão do comércio eletrônico de nicho e das lojas de assinatura.”

Por outro lado, a internet ainda recebe menor share de investimentos publicitários do que merece, ele afirma. “Números do IAB Brasil [Interactive Advertising Bureau] apontam para um índice em torno 16% ou 17%. É muito pouco, considerando que o tempo passado online no país é o maior do planeta e a segunda tela já é uma realidade durante o prime time da TV.”

Inicialmente projetado para funcionar como uma espécie de SMS da internet, o Twitter foi fundado nos EUA por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone. Na visão de Guilherme Ribenboim, diretor-geral da empresa no Brasil, a plataforma está no centro da segunda revolução da WWW: a do mobile. “A rede tem dois momentos distintos. O primeiro foi marcado pelo computador ou laptop mais fixo, mas o mobile mudará a história. E o Twitter é um ambiente móvel por definição.”

No país, o mobile já representa mais de 70% da audiência da rede social. Como vai alterar radicalmente os hábitos de consumo de conteúdo da população, o smartphone também revolucionará a forma como marcas comunicam-se com os consumidores, entende o executivo.

“No mercado publicitário, veremos a indústria – anunciantes, agências e plataformas – fazendo grandes movimentos para aproveitar a expansão da conectividade. Vamos conviver com a tecnologia de um jeito mais natural, por meio de relógios e óculos, realidade virtual e impressão digital”, diz.

Entre os modelos que estão se consolidando, ele destaca a publicidade contextual e baseada em conteúdo. “A internet foi o grande drive de mudança do final do século passado e será o maior de todos no atual. Ela aproximou e permitiu conexões globais entre pessoas e conteúdos. Isso modifica a maneira como se informa para comprar, como se compra, estuda, relaciona, consome conteúdo.”

Evolução da tecnologia revolucionou modelos de negócio
Diretor de marketing e comunicação da IBM Brasil, Mauro Segura recorda que, em seus primeiros cinco anos, a WWW era pouco eficaz e cara. O ano emblemático para a sua explosão foi 1995, quando surgiram Amazon, eBay, Craiglist, o site de relacionamentos Match.com e a Microsoft colocou no mercado o Windows 95 e o Internet Explorer. “Este foco no consumidor mostrou ao mundo que a internet era muito mais do que apenas um browser. Por meio dela, as pessoas podiam comprar, anunciar, relacionar-se, e o Windows era fácil de usar.”

Naquele mesmo ano, a IBM decidiu transformar a Web em algo útil também ao universo corporativo – o objetivo era que as empresas se relacionassem e fizessem negócios por meio de redes. Para isso, investiu mais de US$ 500 milhões em comunicação e marketing.

A evolução da tecnologia sedimentou o caminho para a era de ruptura em que vivemos agora, e os destaques foram a capacidade computacional, mobilidade extrema, redes de telecom de alta velocidade e enorme capacidade colaborativa, Segura explica. Mas, na sua análise, a internet só conseguiu gerar tamanho impacto devido à força do mobile. “Um smartphone em nossa mão tem mais poder computacional do que Apollo 11 quando pousou na Lua.”

A igualdade e a liberdade de expressão e opinião promovidas pela rede também foram decisivas para o atual momento de transformações. “Quando estão online, as pessoas são iguais. A Web trouxe inclusão social e bem-estar e deu voz aos indivíduos, como consumidores e cidadãos”, observa, completando que ela conferiu à humanidade maior sensação de justiça e realização.

E os modelos de negócios mudaram junto com a sociedade. O executivo enumera empresas que transformaram seus segmentos de atuação: Netflix, YouTube, Waze, Airbnb, Trip Advisor, Huffington Post. “A iTunes Store foi revolucionária para a indústria da música, e agora está sendo desafiada pelo Spotify, que tem um modelo matador, com tudo armazenado na nuvem. O serviço Apple Pay praticamente fará os usuários carregarem um banco no bolso. Ou seja, até o tradicional modelo de negócio de bancos corre riscos.”

Quatro tecnologias principais permitiram o sucesso destes novos modelos: cloud computing, tecnologias sociais, mobilidade e analytics, ou a capacidade analítica da big data.

“Surgiu um ecossistema econômico totalmente diferente, e a comunicação e o marketing precisam se transformar”, ressalta. “Hoje, o consumidor consome o digital quase como eletricidade. Por isso, as empresas devem pensar o seu modelo de negócio baseado em digital, e o marketing precisa ser mais tecnológico, analítico, estatístico e colaborativo. É uma mudança radical.”

Para a próxima etapa da Web, ele projeta devices vestíveis, internet das coisas e computação cognitiva. Esta última será representada por máquinas que podem aprender e interagir com humanos. Exemplo da computação mais inteligente, o Watson é um sistema desenvolvido pela IBM que compreende e responde à linguagem do homem. Chegará ao Brasil ainda neste ano.

Em pouco tempo, completa, os computadores replicarão para as pessoas os cinco sentidos, e tudo isso estará conectado à internet. “O potencial para o marketing será alucinante, e nós não estamos prontos para isso. Não sei nem se teremos profissionais adequados, porque eles precisam estar sendo preparados agora pelas universidades.”

No Brasil, o desafio de preparar empreendedores para o novo mundo
O primeiro quarto de século da Web acelerou processos de interesse que o homem tinha há tempos, segundo Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da Cisco do Brasil. Ele lembra que o ser humano sempre precisou viver em comunidade e se expressar. “E, durante três mil anos, abrir novos mercados norteou a humanidade. O principal ativo era terra, espaço. Com a rede mundial, a informação substituiu a terra.”

No marketing, a invenção de Tim Berners-Lee permitiu conhecer melhor o consumidor, com o individual ganhando relevância: trata-se da era da segmentação. “A big data agora entrega informações aprofundadas sobre uma pessoa e grupos maiores, o que possibilita cruzar dados e extrair padrões de comportamento.”

Considerando-se um imigrante digital, já que nasceu antes da WWW, Marrara diz que a geração de nativos digitais tem outro jeito de enxergar o mundo. E cita o exemplo de seus filhos, que ficam frustrados quando tocam numa tela e ela não move ou querem rever determinada cena de um programa na TV e ela não retrocede.

Hoje com serviços mais avançados, que já não são internet 1.0 – casos da telemedicina e educação à distância –, a rede verá nesta década discussões sobre privacidade e segmentação da informação, ele projeta. “Isso vai nortear o social neste período: partir do grupo para o individual. Teremos comunidades menores e mais focadas, e os buscadores filtrarão de forma mais inteligente a Web.”

Do ponto de vista tecnológico, analisa, a grande mudança virá da internet das coisas. Em um futuro próximo, objetos do cotidiano compartilharão de informações simples a complexas, e as pessoas vestirão computadores. “Não sei se os outdoors irão sumir, mas eles vão se transformar. Serão digitais e customizarão cada interação do indivíduo com o mundo, para melhorar a sua experiência”, exemplifica.

Para o Brasil, um desafio é o fato de o país não ter empreendedores suficientes, que coloquem em prática as transformações exigidas pelo ecossistema da nova economia. “É preciso transformar criatividade e inovação em produto e vendê-lo”, resume, contando que sonha com um herói nacional de perfil nerd e cool, como Steve Jobs ou Mark Zuckerberg. “A garotada brasileira precisa de um modelo assim para se inspirar: jovens carismáticos que mudaram o mundo e ganharam muito dinheiro. Mas, por enquanto, os ídolos da nossa juventude são esportistas, músicos, atores e a Gisele Bündchen.”

Se quiser superar este desafio, o país terá de alterar a maneira como lida com o fator risco, indica o executivo. Do ponto de vista tributário, errar em solo verde-e-amarelo significa anos para conseguir fechar a empresa, receber um carimbo de perdedor, perder todos os bens e ter a conta no vermelho.

“Modificar esta questão é fundamental para o Brasil deslanchar no empreendedorismo, que melhora o mundo. Como startup, o Google fracassou duas ou três vezes antes de virar o gigante que é hoje”, aponta ele, lembrando que Apple, Intel, Hewlett-Packard e Cisco também nasceram em modestas garagens. E foi exatamente a combinação de leis favoráveis na época, capital de risco, inovação e a Universidade Stanford que gerou o fenômeno do Vale do Silício, na Califórnia, na virada da década de 80 para 90.

Em relação a habilidades, Marrara afirma que velhas e novas gerações terão de saber pinçar as informações relevantes e tirar conclusões a partir de inúmeros dados. “A internet não mudou apenas a economia: mudou também a educação, antigamente muito baseada em decorar. Isso não agrega mais tanto valor agora. Nesta nova era, o ser humano precisa de capacidade analítica e de interpretação para selecionar o que é relevante.”

A boa notícia, completa ele, é que a inovação tende a ser incremental, amparada em algo que já existia. Antes do Google, por exemplo, havia o Altavista, ferramenta de busca que exigia algum conhecimento sobre o assunto procurado. “O Google apenas criou algoritmos que permitem fazer buscas mais simples e humanas.” Da mesma forma, os rádios instalados em carros de polícia, criados na década de 30, evoluíram e deram origem ao telefone celular – e as sequências naturais vieram com o smartphone e, depois, o tablet.

Uma tradução descomplicada para o seu raciocínio seria esta: não é necessário reinventar a roda para encarar a economia do futuro. “Ninguém precisa descobrir como criar um novo Vale do Silício, mas todo mundo pode incrementar o que já está acontecendo lá.”

FONTE: CorpTV